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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Câmara Setorial de Saneantes
Ouvidoria recebe Ouvidora da Saúde/MG
No último dia 13, a Ouvidora da Anvisa, Eliana Pinto, recebeu a Ouvidora da Saúde do Estado de Minas Gerais, Ana Piterman. A visita teve como objetivo trocar experiências entre as Ouvidorias contribuindo para uma futura cooperação técnica no Estado de Minas Gerais no âmbito da saúde e da vigilância sanitária. Na ocasião também foi apresentado o fluxo e o processo de trabalho desenvolvido pela Ouvidoria da Agência, enfatizando o sistema de recebimento de demandas, o Ouvidori@tende.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A Ouvidoria participa de Reunião da Câmara Setorial de Serviços de Saúde
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Mais sete grupos de alimentos terão redução de sódio
TIPO DE ALIMENTO | TEOR ATUAL DE SÓDIO | META DE TEOR DE SÓDIO | REDUÇÃO |
PÃO FRANCÊS | 648mg/100g | 586mg/ 100g | 2,5% ao ano até 2014 |
BATATAS FRITAS E PALHA | 720mg/100g | 529mg/ 100g | 5% ao ano até 2016 |
SALGADINHOS DE MILHO | 1.288mg/100g | 747mg/ 100g | 8,5% ao ano até 2016 |
BOLOS PRONTOS | 463mg/100g | Entre 204mg/100g e 332g/100g (meta varia conforme o tipo de bolo) | 7,5% a 8% ao ano até 2014 |
MISTURAS PARA BOLOS | 568mg/100g | 334mg/100g (aerados), 250mg/100g (cremosos) | 8% a 8,5% ao ano até 2016 |
BISCOITOS | 1.220mg/100g (salgados), 490mg/100g (doces) e 600mg/100g (doces recheados) | 699mg/100g (salgados), 359mg/100g (doces) e 265mg/100g (doces recheados. | 7,5% a 19,5% ao ano até 2014 |
MAIONESE | 1.567mg/100g | 1.052mg/100g | 9,5% ao ano até 2014 |
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Contaminação por agrotóxicos persiste em alimentos analisados pela Anvisa
No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 63% e 58%, respectivamente. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.
A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação por agrotóxicos. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.
Na beterraba, no abacaxi, na couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas. “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
Por outro lado, a batata obteve resultados satisfatórios em 100% das amostras analisadas. Em 2002, primeiro ano de monitoramento do programa, 22,2% das amostras de batata coletadas apresentavam irregularidades.
Balanço
No balanço geral, das 2.488 amostras coletadas pelo Para, 28% estavam insatisfatórias. Deste total, em 24, 3% dos casos, os problemas estavam relacionados à constatação de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada.
Já em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, evidencia Álvares.
Nos 1,9% restantes, as duas irregularidades foram encontradas simultaneamente na mesma amostra.
Para
Em 2010, o programa monitorou o resíduo de agrotóxicos em 18 culturas: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. Apenas São Paulo não participou do Programa em 2010.
“Essas culturas são escolhidas de acordo com a importância do alimento na cesta básica dos brasileiros, no perfil de uso de agrotóxicos para aquela cultura e na distribuição da lavoura pelo território nacional”, explica Álvares. Depois, as amostras foram encaminhadas para análise nos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães, Laboratório Central do Paraná, Laboratório Central do Rio Grande do Sul e Laboratório Central de Goiás.
A metodologia analítica empregada pelos laboratórios é a multiresíduos, capaz de identificar a presença de até 167 diferentes agrotóxicos em cada amostra analisada. “Trata-se de uma tecnologia de ponta e é utilizada por países como Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Holanda para monitorar resíduos de agrotóxicos em alimentos”, diz o diretor da Anvisa.
Cuidados
Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.
É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.
Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. “Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos”, afirma Álvares.
Em 2010, apenas 2,1% das amostras analisadas pelo Para não tiveram qualquer rastreabilidade. Na maioria dos casos (61,2%), foi possível rastrear o alimento até o distribuidor.
Confira a íntegra dos resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de 2010.
Imprensa / Anvisa
Avançam discussões sobre restrições para derivados do tabaco
Dados do Instituto Nacional do Cancer (Inca) apontam que 45% dos fumantes de 13 a 15 anos consomem os produtos com sabor. Além disso, entre 2007 e 2010, o número de marcas de cigarros com sabor, cadastradas na Anvisa, cresceu de 21 para 40. Já o número total de marcas de cigarros cadastradas caiu de 209 para 184, no mesmo período.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Patentes farmacêuticas: acesso à saúde e desenvolvimento econômico
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Plano Nacional de Resíduos Sólidos está em consulta pública
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) disponibilizou para consulta pública a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. O plano está inserido na lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
O documento, elaborado pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, permanecerá por pelo menos 60 dias em consulta pública no site do MMA. As sugestões serão analisadas pelos conselhos nacionais relacionados ao tema. Segundo o ministério, "o plano deverá assumir papel estratégico no sentido de estipular metas para seu gerenciamento e no estabelecimento de formas de recebimento e monitoramento dos dados de diferentes localidades".
A criação do documento tem como base o diagnóstico do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre a atual situação dos resíduos sólidos no Brasil. Os debates realizados no âmbito do Comitê Interministerial, formado por 12 ministérios relacionados com o setor, também forneceram subsídios pra o desenvolvimento do plano.
Segundo a pesquisa do Ipea, o gerenciamento adequado ainda encontra obstáculos pelo desconhecimento da natureza dos resíduos e pela ausência de informações. Sabe-se, no entanto, que os resíduos provenientes da construção representam de 50% a 70% da massa de resíduos sólidos urbanos".
Em paralelo ao período de consulta, serão realizadas audiências públicas para a apresentação do plano nas cinco regiões do país, além de Brasília, conforme o calendário:
13 e 14/09 - Centro-Oeste: Campo Grande/MS (data limite para inscrição dia 09/09/2011)
04 e 05/10 - Sul: Curitiba/PR (data limite para inscrição dia 30/09/2011)
10 e 11/10 - Sudeste: São Paulo/SP (data limite para inscrição dia 05/10/2011)
13 e 14/10 - Nordeste: Recife/PE (data limite para inscrição dia 07/10/2011)
18 e 19/10 - Norte: Belém/PA (data limite para inscrição dia 13/10/2011)
30 e 1º/12 – Nacional: Brasília/DF (data limite para inscrição a confirmar)
Notícia publicada no portal do Ministério do Meio Ambiente, no dia 06/09/2011.
Informações sobre inscrições para participação nas audiências estão disponíveis no site do Ministério do Meio Ambiente.
Fonte: Descarte de Medicamentos
http://189.28.128.179:8080/descartemedicamentos
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Trabalhadores rurais apoiam retirada de agrotóxico do mercado nacional
Garantir a retirada do agrotóxico metamidofós do mercado brasileiro até 30 de junho de 2012. Essa foi uma das reivindicações feitas por representantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em reunião realizada na sede da Agência, nesta sexta-feira (9/9), em Brasília (DF).
Em janeiro deste ano, a Anvisa publicou resolução que determina a retirada programada do agrotóxico metamidofós do mercado nacional. Entretanto, a empresa Fersol S/A conseguiu decisão judicial para continuar a produzir o produto.
“Não abrimos mão da nossa decisão, que foi aceita por todas as empresas e muito elogiada fora do Brasil. Só uma empresa entrou na justiça para impedir o cumprimento da norma”, afirmou o diretor da Agência, Agenor Álvares. A decisão da Agência foi baseada em estudos toxicológicos que apontaram o referido produto como responsável por prejuízos ao desenvolvimento embriofetal e por causar toxicidade sobre os sistemas endócrino e reprodutor.
O metamidofós já teve o uso banido em países como China, Paquistão, Indonésia, Japão, Costa do Marfim, Samoa e no bloco de países da Comunidade Europeia. O produto também encontra-se em processo de retirada do mercado norte-americano.
Reivindicações
Durante a reunião, os trabalhadores rurais também solicitaram a capacitação de profissionais de saúde para identificar e notificar os casos de intoxicação por agrotóxicos e a criação de um cadastro nacional de casos de envenenamento por agrotóxicos e pesticidas. De acordo com o MLST, só em 2009, foram identificados mais de 5,2 mil casos de intoxicação por esse tipo de produto, com 170 mortes.
Outros pontos colocados pelo movimento foram: a necessidade de revisão toxicológica imediata de todos os agrotóxicos comercializados no país e a reavaliação obrigatória da segurança de uso desses produtos a cada cinco anos. “Estamos trabalhando em âmbito nacional a necessidade de estimular um modo de produção focado na agroecologia”, disse a representante do MLST, Vânia Araújo.
Para o diretor-presidente da Agência, Dirceu Barbano, as propostas apresentadas pelos trabalhadores estão dentro da agenda de discussões da Anvisa sobre o tema. “Estamos empenhados no trabalho com essa agenda e vamos avançar no sentido de criar um grupo que possa discutir assuntos relacionados a instrumentos de amparo e capacitação para os pequenos produtores”, afirmou o diretor-presidente da Anvisa.
Já o diretor da Anvisa, Agenor Álvares, manifestou preocupação com as condições dos pequenos produtores na aplicação dos agrotóxicos. “É o trabalhador rural que fica sacrificado, com a manipulação de agrotóxicos sem qualquer tipo de informação e, muitas vezes, sem fazer uso dos equipamentos de proteção individual”, expôs Álvares.
Os problemas enfrentados pela agricultura familiar também foram lembrados por Álvares. “Quem produz em larga escala não observa os padrões de distância e as próprias condições de meio ambiente carregam resíduos de agrotóxicos para dentro das propriedades de agricultura familiar”, explicou o diretor da Agência.
MLST
O MLST chegou em Brasília no último dia 5 de setembro com mais de 1,2 mil trabalhadores rurais, vindos de dez estados da federação. Os trabalhadores participaram da Marcha Nacional pela Reforma Agrária do Século XXI, com o lema: “Aperte a mão de quem o alimenta”, e percorreram mais de 250 km a pé.
Imprensa/Anvisa
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Ouvidoria da Anvisa recebe Ouvidores do MAPA, MTE e do Porto de Santos
Com o objetivo de pactuar ações que visem ao fortalecimento do espaço do cidadão na gestão dos órgãos, a Ouvidoria da Anvisa recebeu no dia 31 de agosto, os Ouvidores Gustavo Fagundes Neto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Leoclides Milton Arruda do Ministério do Trabalho e Emprego e Osvaldo Freitas Vale Barbosa do Porto de Santos.
Durante a reunião foram apresentados os processos de trabalho da Ouvidoria da Anvisa, discutidas formas de fortalecimento do canal, bem como a troca de experiências e relatos. Ao final foram estabelecidas parcerias no âmbito dos respectivos órgãos.
7º Seminário Nacional de Ouvidores e Ouvidorias
A Ouvidoria da Anvisa participou nos dias 24, 25 e 26 de Agosto, em Curitiba/PR do 7º Seminário Nacional de Ouvidores e Ouvidorias – Uma análise dos modelos e práticas de gestão. O evento, promovido pelo Instituto Brasileiro Pró Cidadania, teve como objetivos discutir, disseminar e compartilhar experiências da atividade de Ouvidoria como instrumento das instituições e empresas para uma maior interação com a sociedade.
Participaram do evento Ouvidores, Gestores Públicos e Privados, Magistrados, Parlamentares, Membros do Ministério Público, Procuradores, Lideranças Classistas, Integrantes de Organizações do Terceiro Setor, Acadêmicos e demais interessados na temática.
A atividade que iniciou o Seminário foi a Conferência sobre “A Ouvidoria Contemporânea: Uma análise do processo de evolução, estruturação e consolidação da Ouvidoria Moderna” e teve como palestrante Manoel Eduardo Alves Camargo e Gomes, Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, 1º Ouvidor Público do Brasil.
Maurício Cruz, Secretário Executivo de Desenvolvimento do Modelo de Gestão da Secretaria de Planejamento do Estado de Pernambuco, ministrou palestra “O que ele espera de nós? Uma análise da importância e atuação da Ouvidoria na Perspectiva do Gestor”, o qual enfatizou em sua fala o papel da Ouvidoria nos Modelos de Gestão.
O segundo e terceiro dia foram marcados pela apresentação de casos de sucesso com relatos de experiências nas áreas de atuação de Ouvidoria no Brasil e pela realização do painel, “A Regulamentação da Atividade do Ouvidor no Brasil: Uma análise e proposições sobre o Projeto de Lei 342/07”.
A realização desse Seminário constituiu um espaço importante para todos aqueles que atuam na área de ouvidoria, seja pública ou privada. Através da troca de experiências, relatos e debates foi possível ampliar a visão desse instrumento de gestão e de participação com a sociedade e bem como aperfeiçoar e fortalecer esse canal como mais um meio de participação da cidadão.
Ouvidoria da Anvisa recebe Ouvidor do Porto de Santos
A Ouvidoria da Anvisa recebeu no dia 24 de agosto, o Dr. Osvaldo Freitas Vale Barbosa, ouvidor do Porto de Santos. A reunião teve como objetivo firmar parceria, no sentido de otimizar os protocolos de orientação aos usuários, facilitando assim seu acesso, a fim de potencializar a sua participação.
O sódio é a nova gordura trans
Foi-se o tempo em que buscávamos no rótulo dos alimentos apenas as calorias. Hoje, é preciso prestar atenção numa série de elementos antes de se consumir um produto industrializado - e pensar na saúde tanto quanto no paladar ou na silhueta. Primeiro foi a vez da gordura trans, apontada pelos especialistas como a principal responsável pelos altos índices de colesterol ruim e, conseqüentemente, pelo aumento do risco de infarto (a gordura entope as artérias). Poucos anos depois das primeiras campanhas e com a conscientização da população - e da indústria alimentícia -, esse tipo de gordura foi praticamente eliminada dos produtos c sua ausência aparece com destaque nas embalagens. Agora, o "grande vilão" é o sódio, encontrado em praticamente todo tipo de alimento (e até bebida) industrializado, da sopa de pacote até a Coca Zero. E chegou a hora de os médicos voltarem as forças contra seu excesso e alertarem para os perigos que ele representa.
"A primeira advertência é para o risco de hipertensão, que, por sua vez, pode desencadear complicações mais graves, como derrame se infartos", afirma a nefrologista Frida Plavnik, da Sociedade Brasileira de Hipertensão. Segundo ela, um erro comum é o de se achar que quem tem pressão normal ou baixa está livre de ameaça. "Essas pessoas estão menos suscetíveis, mas não são imunes. Podem ter a pressão normal a vida toda e, de re-pente, subir, principalmente após os 40 anos. Além disso, o excesso de sódio no sangue eleva as chances de se desenvolver doenças que independem da pressão arterial,como cálculo renal, câncer no estômago e até mau funcionamento da tireoide",diz ela.
Saleiro fora da mesa
É preciso, entretanto, esclarecer uma série de dúvidas sobre o sódio, começando pela mais básica delas: qual é a diferença entre esse ingrediente e o sal de cozinha? São a mesma coisa? "O sal de cozinha é cloreto de sódio, uma das formas do sódio, um elemento de origem mineral", diz o cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto, do Hospital Oswaldo Cruz. "O sódio [elemento] é um dos principais e melhores conservantes, por isso está presente em tudo o que é industrializado. Mas exagera-se e é esse o alerta que estamos fazendo. A população deve cobrar mudanças como aconteceu com a gordura trans", diz. O médico cita como exemplo uma comparação que fez entre duas marcas de salsicha que tinham na embalagem o mesmo tempo de duração, mas uma continha três vezes mais sódio na fórmula do que a outra. "Se a data de fabricação e de validade de ambas é a mesma, prova que é possível conservar aquele alimento com uma quantidade menor de sódio. Mas, como até agora não se prestava atenção nisso, ninguém se deu ao trabalho de testar a quantidade mínima que poderia ser usada sem comprometer a duração da comida nem a saúde de quem a ingere", afirma.
Outra dúvida ainda comum é em relação à quantidade de sódio que se pode ingerir e para que ele é importante. "O sódio é essencial para o funcionamento de diversas funções vitais do organismo, como a condução dos impulsos nervosos, a contração muscular e a regulação plasmática [água no sangue] e sua deficiência pode trazer problemas como fraqueza, letargia e até convulsões", diz a endocrinologista Luciana Ferreira Cavalcante. Assim como o excesso pode causar retenção de líquidos além de problemas de saúde - como o terrível inchaço.
A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é para o consumo diário de, no máximo, 5 gramas de sal por dia (ou duas colheres de café), o equivalente a mais ou menos 2,4 gramas de sódio - de acordo com a Anvisa, no Brasil, consome-se, em média, 12 g de sal por dia. "E o sódio não aparece só na forma de conservante, ele está também em alimentos dietéticos, já que são adoçados com ciclamato de sódio em substituição ao açúcar", diz Luiz Bortolotto. Por isso, de nada adianta escolher o menos calórico e mais rico em sódio. É trocar um vilão por outro. "Minha dica, além de ficar de olho nas embalagens dos produtos prontos, é nunca levar o saleiro à mesa. A tendência é sempre querermos colocar um pouquinho mais", diz Luciana. Ela recomen- da o uso de ervas e temperos naturais, como alho, cebola e pimentas para dar mais sabor à comida feita em casa.
Olho no rótulo
Valor de sódio em MG por 100 g de alimento. Recomendação diária: 2,4 g
TABELA BRASILEIRA DE COMPOSIÇÃO DE ALIMENTOS-TACO (2a EDIÇÃO)-UNICAMP
Fonte: Revista Marie Claire - Edição 246 - Setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Anvisa utiliza canais de diálogo com a sociedade
Mais diálogo e troca de informação com os interessados na regulação sanitária, este é um dos focos da Anvisa para que o trabalho da Agência dê ao Brasil condições de desenvolvimento na área de saúde, prevenção aos riscos sanitários e transparência das ações para a sociedade. Entre os exemplos mais representativos estão as reuniões públicas da diretoria transmitidas pela internet, audiências públicas no Congresso Nacional e na sede da Anvisa, a Ouvidoria, canal perene para o cidadão se comunicar com a gestão, a central telefônica 0800.642.9782 e a Carta de Serviços ao Cidadão que traz todos os serviços e padrões de atendimento da Anvisa. Ao todo a Anvisa conta atualmente com 19 ações voltadas para aperfeiçoar o diálogo com a sociedade.
A existência de tantos canais e espaços de diálogos tem um motivo, com 12 grandes áreas de atuação relacionadas a serviços ou produtos ligados à saúde é necessário que a Anvisa tenha iniciativas específicas para atender seus diferentes públicos. Para o cidadão, o telefone 0800, a Ouvidoria e suas parcerias, entre elas; com as entidades de defesa do consumidor têm sido o instrumento mais eficiente de contato. Já as Câmaras Setoriais, Audiências Públicas e a Agenda Regulatória orientam o setor regulado em relação aos temas prioritários para a Anvisa e sua discussão.
As consultas públicas, por exemplo, existem desde o surgimento da Agência, como estratégia para que os setores interessados possam opinar sobre os mais diversos temas tratados pela Anvisa. Em 12 anos de existência foram mais de 1.000 consultas abrangendo desde temas específicos, como a revisão de monografias de agrotóxicos, até assuntos que mobilizam a sociedade brasileira como as regras para farmácias de drogarias e o banimento das câmaras de bronzeamento. Até agosto deste ano, já foram abertas 41 consultas públicas.
Uma das iniciativas mais recentes da Anvisa na área da transparência foi a instituição de reuniões públicas da Diretoria Colegiada, com transmissão via internet e participação presencial do público. A primeira reunião pública, realizada em fevereiro 2011, reuniu pelo menos 250 pessoas no auditório da Agência e foi acompanhada por nove mil internautas. As reuniões públicas ocorrem, em média, uma vez por mês e a pauta é divulgada no site da Agência com cinco dias úteis de antecedência.
Saiba mais sobre os canais de transparência da Anvisa:
Agenda Regulatória
Está em sua 3ª edição. É um conjunto de temas prioritários definidos pela Diretoria Colegiada da Anvisa para serem debatidos com a sociedade ao longo do ano. Foi criada como estratégia de interlocução para melhoria da qualidade regulatória e do fortalecimento da transparência e do controle social.
Audiências Públicas no Congresso Nacional
A Anvisa já participou de mais de 100 audiências no Congresso Nacional para debater temas como preço de medicamentos, controle de agrotóxicos e pirataria. Anualmente a Agência apresenta ao Parlamento, por iniciativa própria, o seu Relatório Anual de Atividades.
Câmaras Setoriais
São espaços de diálogo com a sociedade e reúnem órgãos públicos, sociedade civil, setor produtivo e entidades de defesa do consumidor. Atualmente são 10 câmaras.
Carta de Serviços
É uma iniciativa pioneira entre os órgãos do executivo federal. A Carta é um documento com todos os serviços oferecidos pela Anvisa, incluindo prazos, forma de acesso e orientações para o seu uso.
Central Telefônica
Inaugurada em 2009, serve de canal de acesso a qualquer pessoa que deseje informações sobre a Anvisa. 75% das ligações são resolvidas no momento do atendimento e cerca de 98% das chamadas são atendidas em até 30 segundos.
Conselho Consultivo da Anvisa
É um órgão colegiado composto por representantes do Estado, da comunidade científica, do setor produtivo e de entidades da saúde e de defesa do consumidor. Reúne-se a cada três meses, sob a presidência do Ministro da Saúde ou seu representante legal.
Ouvidoria
Em onze anos de funcionamento já recebeu 146.717 demandas. Funciona de forma integrada com a ouvidoria do SUS.
Reuniões Públicas da Diretoria
Iniciadas a partir de fevereiro deste ano, são abertas ao público e transmitidas pela internet. As pautas são divulgadas com cinco dias de antecedência. Neste ano já foram realizadas 8 reuniões públicas.
Imprensa/Anvisa
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Antiretroviral com indicação infantil chega ao SUS
Um novo medicamento para o tratamento de crianças com a Aids começa a chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir dos próximos dias. O Tipranavir foi incluído pelo Ministério da Saúde no esquema terapêutico para o tratamento de adolescentes e crianças. O novo medicamento foi registrado pela Anvisa em 2009 e a análise do produto durou cerca de um ano.
No SUS, a droga será uma opção mais confortável e de terceira linha, ou seja, utilizada para tratar o vírus resistentes às drogas de primeira linha utilizadas de forma mais usual e no início do tratamento. O Tipranavir é também o primeiro medicamento de resgate para criança com menos de seis anos de idade. Medicamento de resgate é aquele que auxilia quando não há resposta ao tratamento pela terapêutica convencional ou há falha na terapia.
De acordo com a indicação aprovada para o Tipranavir , o medicamento é indicado, em associação ao Ritonavir, para o tratamento de pacientes a partir dos dois anos de idade infectados pelo vírus HIV-1, que tenham sido previamente tratados com outros anti-retrovirais e portadores de infecção por cepas de HIV-1 mais resistentes . Pelo fato de apresentar um perfil especial de uso (pacientes com resistência prévia), o Tipranavir deverá ser utilizado com cautela e a critério do médico.
Os médicos e os farmacêuticos dos serviços de saúde especializados em HIV/Aids receberam nota técnica do Ministério da Saúde sobre o tema. O documento traz informações de prazos de armazenamento e de realização de testes de genotipagem para verificar a resistência do HIV e as indicações de uso desses medicamentos no Brasil, para que o médico prescreva a melhor combinação de antirretrovirais para o paciente.
Imprensa/Anvisa
Justiça permite volta de genérico de antidepressivo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou o pedido da Anvisa e suspendeu a liminar que impedia o registro de medicamentos genéricos e similares da substância Oxalato de Escitalopram. Em sua decisão o vice presidente do STJ, Ministro Félix Fischer, ressaltou que a decisão de suspender a liminar tem como foco a saúde pública no Brasil.
“É recomendável, a meu ver, o deferimento da presente contracautela, a fim de se afastar o risco de enfraquecimento da política pública dos medicamentos genéricos adotada no país, inquestionavelmente valiosa à população, sobretudo à parcela de menor poder aquisitivo”, ressaltou Fischer em sua decisão.
A Anvisa não utiliza quaisquer dados do dossiê de registro do medicamento de referência na análise sobre registro de medicamentos genéricos. As normas brasileiras estabelecem os requisitos de qualidade, de segurança e de eficácia dos medicamentos genéricos, incluindo o desempenho comparativo com os medicamentos de referência, em testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade. Estes estudos são realizados com o medicamento de referência disponível no comércio.
Mais informações no site do STJ
Imprensa/Anvisa
Consulta Pública propõe redução dos teores de iodo no sal
Proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no dia (07/07/2011), quer reduzir a quantidade de iodo presente no sal brasileiro. De acordo com a consulta pública no35, da Agência, somente o sal, que possui entre 15 e 45 mg de iodo a cada quilo do produto, será considerado próprio para consumo humano.
Atualmente, o sal comercializado no Brasil deve possuir entre 20 e 60 mg de iodo a cada quilo de produto. “Estamos propondo essa redução a pedido da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, pois existem indícios de que o consumo excessivo de iodo poder aumentar o número de casos de Tireoidite de Hashimoto”, afirma a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, nos países em que a população consume em média 10g de sal por dia, a quantidade de iodo a cada quilo de sal esteja entre 20 e 40mg. No Brasil, a última Pesquisa de Orçamentos Domiciliares do Ministério da Saúde, de 2003, apontou que o brasileiro possui, em média, o consumo domiciliar diário de sal de 9,6 g. Esse valor somado ao sal proveniente de alimentos processados e dos alimentos consumidos fora de casa perfazem um consumo de 12g de sal ao dia.
Tireoidite de Hashimoto
De acordo com a OMS, a tireoidite de Hashimoto pode ocorrer quando as pessoas estão expostas ao consumo excessivo de iodo durante cinco a dez anos. A Organização alerta, ainda, que a ingestão de mais de 300 microgramas (mcg) de iodo por dia pode ocasionar doenças auto-imunes da tireóide.
A tireoidite de Hashimoto é uma doença auto-imune caracterizada pela inflamação da tireóide, causada por um erro no sistema imunológico. Dentre os principais sintomas da doença estão fadiga crônica, cansaço fácil e ganho de peso.
DDI
A iodação do sal é uma medida adotada mundialmente para prevenir Distúrbios por Deficiência de Iodo (DDI). Entre as principais doenças relacionadas à falta de ingestão do iodo estão: retardo mental grave e irreversível e surdo-mudez em crianças, anomalias congênitas e bócio.
As necessidades diárias de iodo variam, em média, de 90 microgramas (mcg), em crianças de 0 a 59 meses, a 150 mcg, em crianças a partir de 12 anos e adultos. Entre gestantes, as necessidades são mais altas e chegam a 250 mcg por dia.
Na década de 90, o Brasil estabeleceu a faixa de iodação do sal entre 40 a 100 mcg de iodo por quilo de produto. Em 2003, essa quantidade foi alterada para os limites atuais.
Pesquisa
Em 2007, a OMS publicou um panorama da nutrição de iodo no mundo. Pesquisa realizada em 130 países, no período de 1994 a 2006, revelou que 31% da população mundial ainda apresentam ingestão insuficiente de iodo.
As Américas tiveram a melhor situação com apenas 11% da população apresentando uma ingestão inadequada de iodo. Já o pior cenário foi encontrado na Europa, onde 52% não ingerem este nutriente na quantidade adequada.
Contribuições
A proposta de Resolução está disponível na íntegra no sítio da Anvisa na internet e as sugestões deverão ser encaminhadas por meio do formulário do FormSUS disponível no endereço http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=6545, ou mediante preenchimento do formulário próprio, com posterior envio por correio para o endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/GGALI - SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília- DF, CEP 71.205-050; ou por Fax: (61) 3462-5315; ou para o e-mail: pro.iodo@anvisa.gov.br.
Imprensa/Anvisa
