segunda-feira, 20 de maio de 2013

II Semana de Vigilância Sanitária no Congresso Nacional

Pelo segundo ano consecutivo, a Vigilância Sanitária foi o centro dos debates durante uma semana no Congresso Nacional. De 06 a 09/05/2013, ocorreu a II Semana Nacional da Vigilância Sanitária no Congresso, com o objetivo de prestar contas das atividades realizadas pela Anvisa e promover um amplo debate sobre as ações realizadas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
 
Em 2012, a Anvisa inovou promovendo a I Semana. Pela primeira vez na história, temas de grande relevância para a regulação sanitária no Brasil foram discutidos ao mesmo tempo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
 
A Ouvidora da Anvisa, Eliana Pinto, esteve presente ao evento, participando da mesa-redonda “Vigilância Sanitária: Relacionamento com a Sociedade, Setor Regulado e Limites de Atuação” realizada na manhã do dia 7/5, no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal. A mesa-redonda contou com a participação do senador Humberto Costa, dos deputados Dr. Rosinha e Darcísio Perondi, do ex presidente da Anvisa Claudio Maierovitch e do atual presidente Dirceu Barbano, da presidente do Conselho Nacional de Saúde Maria do Socorro de Souza, de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.
 
Em sua fala, a ouvidora destacou os instrumentos legais de participação social existente no Brasil, incentivando o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária a criar seus respectivos espaços de participação cidadã.
 
Fonte: Ouvidoria/ANVISA

terça-feira, 23 de abril de 2013

Inclusão produtiva será tema de debate com prefeitos

Prefeitos de todo o país estarão, em Brasília (DF), entre 23 e 25 de abril, para o II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável – Desafios dos novos governantes locais. Uma iniciativa da Frente Nacional de Prefeitos, o encontro deve reunir cerca de três mil participantes. Todos mobilizados para debater soluções e alternativas sustentáveis que tornem as cidades mais acolhedoras, seguras e estruturadas para a população.

A Anvisa, mais uma vez, é parceira do encontro. Este ano, além de participar das reuniões e debates, a Agência terá um stand. O projeto “Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária” será o tema das participações da Agência no encontro.PropostaA proposta do projeto “Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária” é que os órgãos de vigilância sanitária atuem como agentes facilitadores para que os microempreendedores individuais, agricultores familiares rurais, setores cooperativados e associativos, entrem no mercado formal, com produtos e serviços que não ofereçam risco para a saúde das pessoas. “É fundamental que a vigilância sanitária consiga ocupar um espaço de estar ao lado da sociedade, amparando essas inciativas”, afirma o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

O foco desta ação engloba a sensibilização dos profissionais de vigilância sanitária sobre a importância do tema e a elaboração de materiais didáticos para auxiliar na capacitação desses profissionais. Além disso, envolve o fortalecimento de parcerias com entidades relevantes para desenvolvimento social e econômico dos municípios e a elaboração de Instrumento Legal Orientativo para que o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária possa auxiliar empreendedores individuais, associativismo, cooperativismo e agricultura familiar rural.

De acordo com Barbano, muitas vezes, os gestores desconhecem as potencialidades e acabam vendo a vigilância sanitária pelo viés da polícia e não conseguem perceber que, de outro lado, existe uma oportunidade muito grande de desenvolvimento de cadeias produtivas, de desenvolvimento de atividades, que dependem de uma ação da vigilância sanitária, e que podem ser importantes para os municípios. “Estar com essa agenda próxima aos prefeitos é algo fundamental, porque é o público com o qual a gente precisa ter a melhor interlocução”, explica o diretor-presidente da Anvisa.InscriçõesAs inscrições para o
II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável estão abertas e vão até o dia 22 de abril. Outras informações sobre o encontro estão disponíveis no site: http://www.emds.fnp.org.br/.

Confira
aqui entrevista do diretor-presidente da Anvisa sobre o projeto Inclusão Produtiva com Segurança Sanitária.

Imprensa/Anvisa

Confira abaixo a entrevista da Ouvidora da Anvisa sobre o tema participação na Gestão Pública nos municípios brasileiros:

 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Saúde e Anvisa lançam ações para segurança do paciente


O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançaram, nesta segunda-feira (1º/4), o Programa Nacional de Segurança do Paciente. O objetivo é promover melhorias relativas à segurança do paciente, de forma a prevenir e reduzir a incidência de eventos adversos no atendimento e internação. O programa é resultado da experiência acumulada pela Rede Sentinela, um conjunto de hospitais coordenados pela Anvisa e que atuam fortemente na notificação de eventos adversos que afetam a assistência ao paciente.

Uma das principais ações será a obrigatoriedade de que os hospitais e serviços de saúde implantem um Núcleo de Segurança do Paciente. O Núcleo, que deverá entrar em funcionamento em 120 dias a partir da aprovação da norma, será uma referência dentro de cada instituição na promoção de uma assistência segura e também na orientação aos pacientes, familiares e acompanhantes de pessoas internadas.

Também passará a ser obrigatória a notificação mensal de eventos adversos associados à assistência à saúde. Para isso, a Anvisa vai colocar à disposição de todos os profissionais e serviços de saúde a Ficha de Notificação de Eventos Adversos. O formulário será hospedado no site da Agência e será o canal oficial para a notificação de situações adversas. Os serviços de saúde que não se adequarem a nova norma poderão perder o alvará de funcionamento.

De acordo com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a existência de um sistema de notificação compulsória é fundamental para que as medidas necessárias sejam tomadas no tempo correto. “A notificação é muito importante para se investigar o que levou ao evento e para que se tome uma ação pontual de prevenção; é o que permite também uma ação local das vigilâncias sanitária”,afirmou Padilha.

O Programa estabelece, ainda, a criação do Comitê de Implementação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (CIPNSP). Composto por representantes do governo, da sociedade civil, de entidades de classe e universidades, tem por objetivo promover e apoiar a implementação de iniciativas voltadas à segurança do paciente em diferentes áreas da atenção à saúde. O Comitê também será uma referência para a tomada de decisão na área e de apoio à implantação do Programa.
Protocolos de segurançaPara assegurar o manejo mais seguro dos pacientes, o Ministério da Saúde colocará em consulta pública seis Protocolos de Prevenção de Eventos Adversos Associado à Assistência à Saúde. Os textos orientam sobre os seguintes temas: higienização das mãos, cirurgia segura, prevenção de úlcera por pressão, identificação do paciente, prevenção de quedas e prescrição e uso e administração de medicamentos. Os três primeiros entrarão em consulta pública já a partir da próxima segunda-feira, e os outros três em 30 dias.

Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, está comprovado que a adoção de protocolos é o caminho mais eficiente para a redução dos eventos que afetam o atendimento ao paciente. “O uso de protocolos é simples e possibilita uma recuperação mais rápida do paciente: basta dizer que pelo menos 50% dos eventos são evitáveis”, explicou Barbano.

O objetivo é oferecer aos profissionais de saúde uma espécie de guia padronizado, com o passo a passo sobre situações que devem ser evitadas e normas que devem ser observadas nos hospitais, mas também quais práticas são as mais recomendadas para manter a segurança ao paciente.
Força de trabalhoA Anvisa também irá publicar um edital de chamamento para entidades da sociedade civil que tenham interessem em compor a força de trabalho que será formada para discutir soluções e propostas para a promoção da segurança do paciente. O grupo terá seis meses para apresentar propostas. Poderão participar instituições e entidades representativas dos setores produtivo e hospitalar e aquelas relacionadas à temática de segurança do paciente, públicas e privadas, que tenham interesse em contribuir com os objetivos indicados no edital.Outras açõesEstão programadas ações voltadas à capacitação de profissionais em todo o território nacional. A primeira capacitação programada será de um curso com 1.200 vagas para farmacêuticos de atuação hospitalar com parceria do Hospital Albert Einstein. O curso é ministrado pelo Centro de Simulação Realística (CSR) do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEPAE). Até o momento, 200 farmacêuticos já foram treinados em cinco turmas.

Em 90 dias, será elaborado o Plano de Capacitação e confeccionado material de apoio aos profissionais da saúde. O MS, juntamente com a Anvisa e a Opas, publicará uma série de Cadernos sobre o tema Segurança do Paciente e guias com os protocolos referentes a este assunto.

Durante o lançamento do programa, também foi assinado um termo de cooperação com o Conselho Federal de Medicina (CFM) para promover o treinamento de estudantes e profissionais da saúde nas áreas de bioética, ética do exercício profissional e procedimentos clínicos seguros.

Em maio, a Anvisa, em parceria com a Opas/OMS, realizará um seminário internacional sobre redução de riscos e segurança do paciente. O encontro terá representantes de autoridades de saúde do Brasil, Chile, Argentina e México. Em outubro de 2014, o Brasil será sede da Conferência Internacional de Qualidade em Saúde, que será realizada na cidade do Rio de Janeiro, e terá como um de seus temas centrais a Segurança do Paciente.

Rede Sentinela - A Rede Sentinela é uma rede de parceiros que, desde 2002, subsidia o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária com a notificação de eventos adversos e queixas técnicas ligadas ao uso de produtos para a saúde, medicamentos, sangue e hemoderivados.

A rede conta hoje com 192 hospitais que atuam sistematicamente no monitoramento e notificação de eventos adversos. São hospitais que cumprem todos os requisitos de excelência na realização de relatos de problemas para a Anvisa. Esta é uma medida fundamental para que problemas técnicos e erros de procedimentos possam ser identificados e corrigidos no dia a dia dos hospitais.

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Imprensa/Anvisa




sexta-feira, 22 de março de 2013

Audiência pública discute anuência prévia de patentes

Audiência pública para debater a atualização das regras relativas à anuência prévia na concessão de patentes para produtos e processos farmacêuticos foi realizada nesta quarta-feira (20/3) no auditório da Anvisa, em Brasília (DF). A anuência prévia é a manifestação que a Anvisa faz nos processos de pedidos de patentes farmacêuticas apresentadas ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Para o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, a atualização da norma deixa claro o papel da Agência no processo da anuência prévia de patentes. “Além de dar transparência e maior segurança jurídica, a atualização das regras sanitárias aponta para uma postura clara e transparente de como a Anvisa vai atuar nesse processo”, afirmou Barbano.

O diretor-presidente da Anvisa também reafirmou a necessidade de existir uma análise que considere o olhar sanitário na questão de patentes, no Brasil. “A perspectiva sanitária não se esgota na questão do risco, o olhar sanitário se expande para a o acesso à saúde e o acesso aos medicamentos”, explicou Barbano.

As novas regras sobre anuência prévia na concessão de patentes para produtos e processos farmacêuticos ficaram em consulta pública, por 60 dias, em 2012. Durante o processo, a Agência recebeu 44 contribuições da sociedade sobre o tema.

Anuência prévia


A anuência prévia está prevista no artigo 229-C da lei 9.279/96, sendo um mecanismo criado para harmonizar o interesse da saúde pública brasileira e a proteção à propriedade industrial. “Trata-se de uma decisão soberana do país, de uma decisão soberana do Congresso Nacional, que chamou a autoridade regulatória sanitária a participar do processo de patente no Brasil”, defendeu o diretor-presidente da Anvisa.

Atualmente, esse processo segue a resolução RDC 45/2008, mas, com as mudanças introduzidas pela Portaria Interministerial MS/MDIC/AGU 1065/12, que estabelece um procedimento mais eficiente entre a Anvisa e o INPI, tornou-se necessária a atualização da norma.

O novo fluxo, já estabelecido entre os dois órgãos, determina que os pedidos de patentes de produtos ou processos farmacêuticos apresentados ao INPI serão encaminhados diretamente para a Anvisa e, somente após a sua manifestação, é que o INPI dará início ao exame do pedido. A alteração na RDC 45/08 também une o foco da saúde publica e a proteção aos direitos de propriedade industrial.
 
Imprensa/Anvisa

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Audiência pública debate alterações nos procedimentos de anuência prévia de patentes



A Anvisa promove, no dia 20 de março, em Brasília (DF), audiência pública para debater a proposta de alteração da RDC nº 45/08, que estabelece os procedimentos para anuência prévia a pedido de patente de produtos e processos farmacêuticos. A proposta foi tema da Consulta Pública nº 66, de 16 de outubro de 2012.

A audiência terá início às 9h e término às 12h. Para participar, não é necessário inscrição, mas o número de participantes é limitado à capacidade do auditório da Anvisa, que dispõe de 240 lugares. Os interessados deverão se dirigir ao local com antecedência, para evitar atrasos, problemas na entrada do estacionamento e fila no credenciamento. O acesso será garantido por ordem de chegada.

A audiência pública será realizada em três blocos:

1º Bloco - Abertura
2º Bloco - Apresentação da proposta da CP
3º Bloco - Participação dos interessados.

Serviço:

Audiência Pública – Alterações nos procedimentos de anuência prévia a pedido de patentes de produtos e processos farmacêuticos.

Data:
20/3/2013
Horário:9h às 12h
Local: Auditório da Anvisa - Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), trecho 5, Quadra Especial 57 - Brasília - DF.
Mais informações: (21) 3232-3550 ou email:
propriedade.intelectual@anvisa.gov.br

Instruções para participação da audiência:


1. O acesso de todos os interessados será garantido por ordem de chegada, limitado à capacidade máxima do local.
2. A participação dos convidados nos debates far-se-á mediante inscrição por ordem de solicitação, escrita ou oral, em formulário próprio.

3. Será obrigatório o uso do microfone, fixado em local adequado e visível.
4. Cada manifestação dos convidados terá a duração de no máximo 3 minutos.
5. A Mesa se manifestará para responder às perguntas que lhe forem dirigidas depois de encerradas as intervenções sobre cada item do texto. (a cada bloco de 3 perguntas)
6. Não haverá réplica para manifestações que não justifiquem resposta por parte da Mesa.

7. Para cada resposta, quando couber, a mesa terá o tempo de 3 minutos.
8. A mesa diretiva, sempre que achar necessário, poderá manifestar-se com prioridade de ordem, por um tempo igual a 3 minutos.
9. As propostas de alteração do texto deverão ser feitas por escrito em formulário especial que será colocado à disposição de todos os presentes.
10. Caso o número de perguntas seja superior ao tempo previsto na programação, o Coordenador da mesa passará as perguntas que ficarem sem respostas à Coordenação do evento.


Imprensa/ANVISA

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Diálogos para a Gestão - 2ª Edição com o tema Vigilância Sanitária e Participação Social em Ouvidoria: Diagnóstico e Perspectivas

Com o objetivo de discutir o papel das ouvidorias na melhoria da gestão pública e ampliar a discussão sobre participação social, a Ouvidoria da Anvisa promoveu a 2ª Edição do Diálogos para a Gestão com o tema “Vigilância Sanitária e Participação Social em Ouvidoria: diagnóstico e perspectiva”.


O evento realizado no dia 6 de dezembro, no auditório da Anvisa, em Brasília, contou com a participação de representantes das Vigilâncias Sanitárias dos 26 estados e do Distrito Federal, das ouvidorias de órgãos e empresas públicas e servidores da Agência.

Foram realizadas duas mesas de debate. A primeira contou com a palestra do professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp, Bruno Konder Comparato, tendo como debatedores, Jairo Bisol (Promotor do MPDFT) e Gerson Domont (Conselheiro Estadual de Sáude/PA).

No período da tarde foi ministrada palestra pela professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ediná Alves Costa, com a participação dos debatedores, Carlos Saraiva e Saraiva (Secretaria Estadual de Saúde do Distrito Federal) e Ivanilde Vieira Batista da Articulação Nacional de Educação Popular e Saúde (ANEPS).

Durante o evento foi lançada a publicação “Falando de Ouvidoria para a Vigilância Sanitária” e apresentado o hot site “Conhecer para Participar”, espaço educativo da Ouvidoria no portal da Anvisa destinado ao cidadão.

Fonte: Ouvidoria/ANVISA

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


Disponibilizamos, abaixo, texto do Dr. Carlos Saraiva e Saraiva, que palestrou no evento da Ouvidoria da Anvisa Diálogos para a Gestão - 2ª Edição com o tema Vigilância Sanitária e Participação Social em Ouvidoria: Diagnóstico e Perspectivas, realizado no dia 06/12/12, em Brasília:                                        


A Ouvidoria Pública pode se constituir em um importante canal de Participação Social.

Todo canal possui dois extremos que se comunicam e interagem. Comunicação, que deve ser livre, independente e de confiança mútua.
  
Em um dos extremos, está o Estado, do outro, a sociedade, mais precisamente o povo, indivíduos à procura do reconhecimento de sua cidadania.
Entre os extremos, compondo o canal, estão o governo, as instituições.  
A sociedade, composta por sua diversidade; os movimentos sociais, laicos e religiosos e os partidos.
Esta comunicação, sofre as influências normais de uma sociedade capitalista.
O Estado expressa esta comunicação, em seu componente, Democrático e Legal. Traduzido em uma sociedade capitalista moderna como um Estado Liberal Democrático de Direito. O Estado Liberal Democrático de Direito, repousa no respeito às leis, com uma burguesia e um sistema burocrático consolidado em que a base está na defesa dos direitos dos indivíduos e a interação com os deveres coletivos. Aqui se apresenta o grande obstáculo à esta interação. É o nosso Estado, Liberal, Democrático e de Direito?
  
O Brasil na realidade ainda não formou uma concepção Liberal, na sociedade dominante. Ainda temos uma burguesia em disputa, Uma classe dominante, oligárquica, patrimonialista, conformando um Estado privatizado, alicerçado, não no reconhecimento e respeito aos direitos de cidadania e sim na disputa estimulada por privilégios. O individuo vale como uma moeda de troca. Vivemos, então em um Estado Oligárquico de Privilégio. Assim , não temos uma Democracia Formal, Institucional e muito menos Democracia Social. O Jogo de troca de influências e favores, fortalece a desigualdade e a injustiça, não podendo se consolidar um regime Democrático. O Estado se distancia do povo, e este o vê, como um ente abstrato. A elite, fortalece o distanciamento, o qualificando como ineficiente e incapaz de resolver os problemas da população, o captando para suas exclusivas transações. O Povo, é submetido ao discurso ideológico da classe dominante e procura o Estado na obtenção de privilégios, desqualificá-lo e o máximo, exercer um tímido controle, o denominado "controle social", que ao fim e ao cabo, termina sendo "controlado" pelo próprio Estado.
   
E o Governo?
  
O Governo conservador, oriundo da classe dominante e das oligarquias que detêm o poder, facilita, conserva e aprofunda esta relação desigual, antidemocrática e não participativa. Tem para isso , os poderes político, financeiro e de comunicação ao seu lado.
  
Os descaminhos, as trocas de favores e de influências mais rumorosas e a corrupção, são tidos e analisados, sobretudo pela mídia comprometida, como "desvios" e " mazelas", próprias de um Estado corrupto e as responsabilidades individualizadas, descoladas do governo. Quanto cinismo e hipocrisia.
  
Mas o quadro, muda, quando um governo, mesmo pertencente à classe dominante, tenta se aproximar ou abrir um canal com o povo. A primeira crítica, o denomina de "populista". Depois, o famoso discurso da "corrupção". Agora não mais o Estado como alvo e sim o governo "corrupto" que atenta contra o "Estado Democrático de Direito". Quanto cinismo e hipocrisia.
   
Os desvios, os acontecimentos, se transformam em "escândalos", responsabilizados, movimentos sociais, partidos, lideranças, que estão ou apoiam o governo, com o desejo de "subverter a ordem", "tomar e assaltar o poder do Estado", partidarizá-lo, loteá-lo, com a intenção de se "perpetuarem no poder", em defesa de ideologias, atentatórias ao regime "democrático.
Quanto cinismo e hipocrisia.
  
Este discurso se repete, as vezes, como tragédia, como no suicídio de Vargas em 54 e no golpe civil-militar de 64. E agora , não sendo possível a tragédia tanto do suicídio como do golpe civil-militar, se repete como uma farsa, contra o PT e suas lideranças, em especial Lula. Agora a ira da classe dominante é maior, pois o governo é oriundo de um governo de esquerda e de um líder popular, saído da classe dominada. Imaginem se as condições internas e externas fossem favoráveis, o golpe teria sido perpetuado, o que tentaram sem êxito em 2005. A ira aumentou pois o golpe não veio e o governo se reelegeu com seu líder popular, mudando o país, incluindo e distribuindo renda, abrindo canal para uma classe ascendente.
  
A pretensa sofisticação do discurso, está em desqualificar a Politica, judicializando-a. A pretensa e cínica sofisticação está em dizer, que a "corrupção" é o grande problema do Brasil e a "causa" de todos seus males. Para sensibilizar o povo, dizem que a "corrupção", dificulta e é causa das péssimas condições dos serviços públicos. Dizem ainda que a corrupção nasceu e ou se intensificou nos últimos 10 anos(governos petistas). Ora, a "corrupção" é consequência de um Estado Oligárquico de Privilégios, construído por esta mesma elite, que ao se apropriarem dele, privatizando-o, prioriza o privado e o lucro, para uma minoria, em detrimento do público para a maioria da população. Ora a "corrupção" não nasceu nem intensificou-se agora e sim tornou-se mais transparente pelo combate e as ações governamentais nos últimos 10 anos. Ademais, aparentemente aumentou pela "escandalização" politica. Este enfrentamento, é feito porque sabem que o PT, ganhou o governo e não o poder. Sabem que para governar e transformar o Estado o PT precisa hegemonizar essa ampla coalizão. Isso é "intolerável".
  
Aí o grande papel da participação popular e as ouvidorias jogam com um protagonismo importante.
Abrindo um canal para o povo se apoderar do Estado, pois o Estado é construído por ele. E só ele pode transformá-lo em um Estado Democrático Popular de Justiça Social.
   
Carlos Saraiva e Saraiva